Estudo do Crea aponta que Maringá poderá ter 55 mil novos veículos em 10 anos

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Em 10 anos, Maringá poderá ter 55 mil novos veículos. A análise foi feita pela especialista em Trânsito e Transportes, Engenheira Civil Bárbara Andrea Marchesini, registrada no Crea-PR (Conselho de Engenharia e Agronomia do Paraná). Até junho deste ano, segundo o Detran, Maringá contava com uma frota de 328.603 veículos e 423.666 habitantes, segundo estimativa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O que equivale a 1,28 habitante por veículo.

Para frear o crescimento no número de veículos, em 2012 uma lei federal determinou que todos os municípios do Brasil com mais de 20 mil habitantes fizessem um Plano de Mobilidade Urbana. Mas, até 2015, 70% das cidades com mais de 500 mil habitantes não tinham realizado o estudo. Por conta disto, o prazo foi ampliado para abril deste ano sob pena do não repasse de recursos federais para obras de mobilidade, como para construção de ciclovias, instalação de abrigos e pavimentação de trechos onde circulam ônibus do transporte coletivo, entre outras. Após o ultimato, Maringá se mobilizou para desenvolver o estudo, que no Plano Diretor, estabelecerá medidas e diretrizes até 2030. No período, o transporte público será reestudado e o tráfego de veículos motorizados, desestimulado. A prioridade serão os pedestres e ciclistas.

O PlanMob será realizado em quatro etapas. A licitação no valor de R$ 1,3 milhão foi concluída em agosto e a empresa vencedora é de Belo Horizonte. Agora, falta ser assinada a ordem de serviço para inicio do estudo, que ficará pronto em um ano. A especialista complementa que o Plano consiste na elaboração de diagnósticos por meio de pesquisas e estatísticas para a formulação de ações para os próximos dez anos. Uma das pesquisas mais importantes é sobre a origem e destino dos maringaenses.

Bárbara ressalta que reduzir os carros nas ruas tornará o transporte mais rápido, seguro e eficiente, além de menos poluente. Só assim Maringá poderá ter um trânsito mais humano. “Se medidas não forem tomadas, se outros modais não forem abrangidos, não teremos infraestrutura viária para absorver esses 5,5 mil veículos que entram durante o ano (crescimento médio de 1,7%). Então o Plano vem para discutir, ouvir as necessidades da população e fazer projeções que garantam mobilidade satisfatória para toda a população”, destaca.

Outra preocupação da especialista é com os aplicativos de transporte, que terão que ser previstos no PlanMob. Ela lembra que, em 2012, quando a lei federal foi sancionada, não existia este tipo de transporte. Em relação ao desenvolvimento da mobilidade, Bárbara diz que a prefeitura tem feito muito pelo município. Entre os exemplos estão os corredores de ônibus e o crescimento anual da malha cicloviária.